Inpasa impulsiona liderança no etanol de milho com investimento recorde de R$ 3,5 bilhões em expansão no Brasil

em Agronegócio
22 de dezembro de 2025
Inpasa impulsiona liderança no etanol de milho com investimento recorde de R$ 3,5 bilhões em expansão no Brasil

Inpasa reforça liderança no etanol de milho com pacote de R$ 3,5 bilhões

Em seu movimento de expansão mais arrojado desde a fundação, a Inpasa anuncia um investimento de R$ 3,5 bilhões para acelerar a produção de etanol de milho em Mato Grosso. A empresa, que se consolidou como a maior produtora nacional do biocombustível a partir de grãos, planeja erguer uma nova usina em Rondonópolis e impulsionar a capacidade da unidade de Nova Mutum. Com essa iniciativa, a Inpasa amplia em 50% sua produção anual, saltando para 8,6 bilhões de litros de etanol e fortalecendo sua participação em um mercado em ebulição, marcado pela crescente demanda global por combustíveis renováveis e pela diversificação das usinas de cana-de-açúcar.

Construção da usina em Rondonópolis: detalhes do projeto

Para erguer a décima planta de etanol de milho, a Inpasa destinará R$ 2,77 bilhões ao projeto de Rondonópolis, principal polo do agronegócio mato-grossense. A indústria terá capacidade para processar 2 milhões de toneladas de milho por safra e produzir anualmente 1 bilhão de litros de etanol anidro, 490 mil toneladas de DDGS (grãos secos de destilaria solúveis) e 47 mil toneladas de óleo de milho. A localização estratégica, próxima à Ferrovia Norte-Sul, reduz prazos e custos logísticos, ao mesmo tempo em que diminui as emissões de escopo 3. A planta contará com dois módulos operacionais – cada módulo gera cerca de 480 milhões de litros de etanol por ano – e tem previsão de entrar em operação no primeiro trimestre de 2027.

Ampliação da planta de Nova Mutum: terceira fase em curso

Em Nova Mutum, já em atividade com dois módulos, a Inpasa investirá R$ 704 milhões para implantar a terceira fase produtiva. Essa expansão elevará a capacidade de processamento em 1 milhão de toneladas de milho por ano, resultando em um acréscimo de 350 mil litros de etanol e 183 mil toneladas de DDGS ao portfólio. A conclusão está prevista para novembro de 2026, acompanhando o ritmo de aumento da safra regional e reforçando a competitividade da usina diante do crescimento do mercado de biocombustíveis.

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Pacote de projetos: sinergia entre quatro plantas em construção

Os R$ 3,5 bilhões agora anunciados somam-se aos investimentos já em curso em Luis Eduardo Magalhães (BA) e Rio Verde (GO). Juntas, as quatro obras elevarão em 50% a produção anual da Inpasa, de 5,7 bilhões para 8,6 bilhões de litros de etanol. Esse ciclo de expansão, avaliado em R$ 13 bilhões nos últimos cinco anos, incluiu ainda a construção de seis novas usinas e a transformação da planta de Sinop (MT) na maior usina de etanol do mundo.

Financiamento via geração de caixa e etapa de consolidação

Diferentemente de muitos concorrentes que buscam alavancagem por meio de dívidas, a Inpasa financiará todo o novo ciclo com recursos próprios oriundos da operação, reforçando sua solidez financeira. “Foi nosso investimento mais acelerado, mas estamos bem preparados e não será preciso nova captação intensa de dívidas”, destaca Éder Odvar Lopes, CEO e sucessor do fundador José Odvar Lopes. Concluída essa fase, a companhia ingressará em um estágio de consolidação, focando em eficiência operacional e otimização de portfólio.

Estratégia de suprimento de biomassa e ganhos em sustentabilidade

Para abastecer as caldeiras de cogeração de energia, a Inpasa articula contratos com fornecedores locais de biomassa e mantém plantio próprio de eucalipto, com expectativa de 40 mil hectares cultivados nesta safra. A concentração de biomassa em torno de Rondonópolis — “um mar de cavaco”, segundo a empresa — garante segurança de fornecimento e mitiga riscos de escassez. A proximidade com a malha ferroviária reforça o compromisso ambiental ao reduzir as emissões de transporte.

DDGS premium e expansão de mercados internacionais

Além do etanol, a Inpasa aposta no DDGS, coprocesso de alto valor agregado utilizado na nutrição animal. Responsável por 95% das exportações brasileiras da proteína seca, a empresa vende para cerca de 40 países, destacando-se pela qualidade “premium” do produto. Mesmo diante da crescente oferta global de DDGS, a Inpasa sustenta sua vantagem competitiva ao manter rígidos padrões de qualidade e logística eficiente.

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Em um cenário em que dezenas de novas usinas de etanol de milho se instalam no Brasil e usinas de cana projetam aumentar sua participação no biocombustível devido à pressão de preços baixos do açúcar, a Inpasa se posiciona de forma consolidada, ampliando sua capacidade instalada e diversificando mercados. Ao concluir esse amplo ciclo de expansões, a companhia estará preparada para consolidar sua liderança e enfrentar os desafios de um mercado global em rápida transformação.

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