Descubra os Queijos Brasileiros que Conquistaram o Mundo com Sabor e Criatividade

em Agronegócio
22 de dezembro de 2025
Descubra os Queijos Brasileiros que Conquistaram o Mundo com Sabor e Criatividade

O setor queijeiro brasileiro manteve em 2025 seu ritmo de conquistas internacionais e comprovou sua excelência em competições de peso, como o Mondial du Fromage e o World Cheese Awards. Ao todo, conquistou 58 medalhas no Mondial (sendo dez ouros) e 50 no World Cheese Awards (com cinco ouros, 19 pratas e 26 bronzes), confirmando o protagonismo nacional no universo dos queijos. Conheça a seguir os dez melhores queijos de 2025, selecionados por qualidade, sabor e histórico de premiações:

Morro Azul: o único brasileiro entre os 100 melhores do mundo

Produzido pela Queijos Pomerode (SC), o Morro Azul destaca-se pela cremosidade aveludada e pelas notas amanteigadas e lácteas. Batizado em homenagem ao ponto mais alto da cidade de Pomerode, esse queijo de maturação cuidadosa ganhou duplas medalhas — prata e bronze — na 37ª edição do World Cheese Awards. Além disso, entrou para o seleto ranking dos 100 melhores queijos do Taste Atlas, site internacional de referência gastronômica, sendo o único representante brasileiro na lista.

Queijo Azul Tirolez: ouro suíço para uma iguaria cremosa

O Queijo Azul da Tirolez foi premiado com medalha de ouro no World Cheese Awards, em evento realizado na Suíça. Com textura macia e azulamentos bem distribuídos, é recomendado para enriquecer molhos, saladas e massas, combinando perfeitamente com vinhos encorpados, como Cabernet Sauvignon, e frutas frescas — especialmente figos.

Queijo da Nona: casca negra e maturação prolongada

Originário de Pouso Redondo (SC), o Queijo da Nona possui casca tingida de negro e miolo firme, porém cremoso. Produzido pela família Possamai com leite integral de fazenda, passa por maturação de quatro a seis meses, etapa que assegura aroma intenso e sabor harmônico. No World Cheese Awards, foi um dos cinco ouros brasileiros, harmonizando com geleias, frutos secos, charcutaria e vinhos de corpo médio a robusto.

LEIA TAMBÉM  Promessas vazias: o dilema da JBS entre lucros e sustentabilidade ambiental

Ribeirão: inspiração no Gruyère suíço com toque brasileiro

A Queijo com Sotaque, de Paulo Lopes (SC), elaborou o Ribeirão a partir do modelo clássico do Gruyère, mas com identidade própria. Sua casca rústica esconde um interior macio, com aroma adocicado que lembra castanha e caramelo. Foi ouro no World Cheese Awards realizado em Berna (Suíça), graças ao equilíbrio entre textura sedosa e sabor complexo.

Reblochon da Serra das Antas: tradição francesa lapidada em Minas

Na serra de Bueno Brandão (MG), um lote de Reblochon segue técnicas francesas: casca lavada, textura semimole e coloração amarela suave. Com maturação de três semanas, exibe paladar amanteigado e frutado que conquistou o ouro no Mundial dos Queijos. A degustação ideal combina com vinhos tintos estruturados e cervejas de malte torrado.

Passionata: inovação tropical com maracujá

Desenvolvido em Toledo (PR) pela Queijaria Flor da Terra em parceria com o Biopark, o Passionata entrega uma fusão única de queijo semicozido e infusão de maracujá. Com maturação de 30 a 90 dias, figurou entre os 10 melhores no World Cheese Awards 2024 e, em 2025, garantiu o ouro no Mondial du Fromage. Sugestão de consumo: pães artesanais, frutas secas, mel, pistache, além de vinhos sauvignon blanc, riesling, espumantes brut e coquetéis tropicais.

Abaporu: sabor complexo e design sensorial

Também fruto do Biopark e da Queijaria Flor da Terra, o Abaporu é um queijo de massa mole com 40 dias de maturação. Apresenta notas de baunilha, amêndoa, caramelo, especiarias e toques balsâmicos. Em 2025, levou ouro no Mondial du Fromage e prata no World Cheese Awards, reforçando seu lugar entre as grandes criações artesanais nacionais.

Benzinho: leveza e elegância na casca azulada

LEIA TAMBÉM  O amplo mundo da agricultura

Maturado por 20 dias na Queijaria Bela Fazenda (Bofete, SP), o Benzinho tem massa macia, casca com flor de mofo e sabor suave. Foi ouro no Mondial du Fromage e prata no World Cheese Awards. Combina bem com doces em geleia, frutas, pães integrais e vinho branco leve.

Alagoa Fumacê: defumado rústico de Minas Gerais

Na Fazenda 2M, em Alagoa (MG), a mestre-queijeira Dona Dirce produz o Alagoa Fumacê com leite cru e defumação à lenha. Cada quilo exige quase 12 litros de leite, resultando em um queijo de aroma terroso, notas de nozes e paladar levemente amendoado. Ideal para harmonizar com café, goiabada, doce de leite, geleias artesanais e azeites nobres.

Queijo Maturado +60 Dias: intensidade e tradição Jersey A2A2

Feito pela Fazenda Buritis (Lagoa da Prata, MG), esse queijo artesanal utiliza leite Jersey A2A2 e permanece dois meses em maturação, intensificando aroma e complexidade de sabores. Comercializado em porções de 400 g, destaca-se pela textura firme e final frutado, perfeito com vinhos tintos encorpados e cervejas artesanais.

A performance destacada dos queijos brasileiros em eventos internacionais consolida um novo patamar de reconhecimento global. A variedade de técnicas — desde a infusão de frutas tropicais até a defumação artesanal — reforça a criatividade e o domínio técnico dos produtores nacionais, que seguem aprimorando processos para levar ao mundo a diversidade de sabores do Brasil.

/ Published posts: 2128

Jornal Gazeta News é um editorial online com notícias e informações diversas de todo o Brasil. CONTATO +55 (77) 99912-9146 gazetanewslem@gmail.com

Twitter
Instagram